Lula diz na ONU que Brasil não aceita “ingerência externa” e alerta para eleições

Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 22. Ele reafirmou o princípio de não interferência e disse que o Brasil voltou a ver “ingerência externa” em processos eleitorais.

Lula usa abertura da ONU para reforçar soberania e cooperação contra crime organizado

O presidente citou a ideia de que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Ele também disse que “a democracia está novamente em xeque”.

Lula defendeu que o Brasil não vai “terceirizar a responsabilidade” de proteger suas próprias fronteiras, sobretudo contra o crime organizado. Ele pediu “cooperação” para conter o fluxo de armas e de dinheiro que abastece esse crime organizado.

“Não permitiremos” ataques à vontade popular e fala sobre Rússia, Ucrânia e Venezuela

Lula declarou: “Não permitiremos que inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”.

Na fala, ele disse que o povo da Venezuela deve definir seu próprio destino. Ele também citou a Nicarágua, o Haiti e Cuba, além de comentar o genocídio em Gaza.

Segundo o texto, após o discurso de Lula, Donald Trump fala como presidente do país anfitrião, sem reunião bilateral marcada. O encontro pode abrir espaço para um contato informal, como ocorreu no ano passado, quando os líderes falaram nos bastidores antes dos discursos.

Trump discursa na sequência e o governo brasileiro cita conversa com foco em tarifas e crime organizado

O artigo registra que as falas de Lula sobre multilateralismo seguem críticas diretas a Trump. Na segunda-feira, em entrevista à CNN, Lula disse que não concorda com o jeito de governar de Trump e com tentativas de interferir em outros países.

Também aparece no texto que Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de uma hora em agosto. O Planalto afirmou que Lula destacou que as alegações que embasaram tarifas americanas sobre o Brasil são “infundadas”, e citou interesse em cooperação no combate ao crime organizado.

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