Luiz Inácio Lula da Silva protocolou no TSE uma autorização para quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares. No mesmo pedido, Lula condiciona a medida à adoção de providência equivalente pelo senador Flávio Bolsonaro.
Pedido no TSE envolve dados dos últimos oito anos e mira divulgação pública
A petição enviada ao Tribunal Superior Eleitoral prevê a liberação de dados dos últimos oito anos.
O documento pede divulgação pública pelo sistema DivulgaCandContas ou por outra plataforma de acesso público.
Petição cita familiares, empresas e estabelece prazo até quarta-feira, 21
Lula também pede a divulgação das informações de Rosângela Lula da Silva, a primeira-dama Janja, e dos filhos Lurian Cordeiro da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luis Lula da Silva, o “Lulinha” — investigado em três inquéritos da Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência e outros crimes —, Sandro Luis Lula da Silva e Luiz Cláudio Lula da Silva.
Sobre Flávio Bolsonaro, a petição lista empresas brasileiras: Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação e Bolsonaro Digital. O pedido também menciona a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Na petição, Lula aponta a intenção de que os dados dos dois candidatos sejam divulgados antes de quarta-feira, 21.
Protocolo não garante quebra de sigilo nem publicação pelo TSE
O protocolo não significa que os sigilos foram efetivamente quebrados ou que o TSE já determinou a publicação das informações.
A certidão no processo diz que os dados da autuação e a relatoria inicialmente atribuída ainda podem ser revisados pela Secretaria Judiciária do tribunal.
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