Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira, 2, que uma operação militar para abrir o Estreito de Ormuz à força é “irrealista”. A fala veio dias depois de Donald Trump desafiar aliados a “criar coragem” e “simplesmente pegar” petróleo na rota fechada pelo Irã.
Macron reage a Trump sobre Ormuz e prepara encontro antes de decisão conjunta
O presidente da França declarou que não apoia a ideia de libertar o Estreito de Ormuz com operação militar. Ele afirmou que esse caminho exporia quem atravessa a área a riscos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica e a mísseis balísticos.
Macron também reclamou da postura de Trump. Ele disse que há “muitas palavras e pouca ação”.
Cúpula no Reino Unido reúne 35 países para discutir medidas e exclui Washington
Mais tarde nesta quinta, o Reino Unido vai receber uma reunião para formar uma coalizão de países. O objetivo é explorar formas de reabrir o Estreito de Ormuz.
A cúpula terá a presidência de Yvette Cooper e vai reunir cerca de 35 países. A lista inclui a própria França, Alemanha, Itália, Canadá e Emirados Árabes Unidos, e Washington não deve participar.
A reunião acontece depois de Trump afirmar, num discurso à nação na noite de quarta-feira, que a rota marítima poderia abrir “naturalmente”. Ele também disse que caberia às nações mais dependentes da passagem manter a via aberta.
Reabrir Ormuz exige cessar-fogo e desminagem, diz Starmer
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na quarta-feira que a reunião vai avaliar “todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis” para restaurar a navegação. Ele citou que isso ocorreria após um cessar-fogo ser alcançado.
Segundo a Reuters, a cúpula será a primeira reunião formal do grupo. Depois, haveria discussões com planejadores militares nas próximas semanas, com uma primeira fase voltada à desminagem e uma segunda etapa para proteger petroleiros.
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