Emmanuel Macron anunciou nesta segunda-feira, 13, uma coalizão com o Reino Unido para liderar uma iniciativa multinacional no Estreito de Ormuz. A medida mira o aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã na rota marítima.
França e Reino Unido miram estabilidade e liberdade de navegação em Ormuz
Macron disse que a iniciativa faz parte de um esforço diplomático para reduzir tensões no Oriente Médio.
Ele afirmou que a missão será “estritamente defensiva” e separada das partes envolvidas nas hostilidades em curso.
EUA impõem restrições a portos iranianos e Irã reage
O Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) impôs restrições ao tráfego de navios ligados a portos do Irã.
O Exército dos Estados Unidos informou que as medidas são aplicadas sob uma diretiva do presidente Donald Trump e valem para embarcações de todas as nacionalidades que operam dentro e fora de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O bloqueio naval deve começar nesta segunda.
O Irã descreveu a medida como “ilegal” e um ato de “pirataria”. As autoridades iranianas disseram que continuarão a exercer controle sobre o acesso ao Estreito de Ormuz, permitindo a passagem conforme seus regulamentos, com restrição à entrada de embarcações ligadas a “entidades hostis”.
Cúpula nos próximos dias e missão pacífica para Ormuz
Macron afirmou que vai convocar, em conjunto com Londres, uma cúpula nos próximos dias com países dispostos a contribuir para uma “missão multinacional pacífica”.
Ele declarou que a missão busca restaurar a liberdade de navegação no estreito, por onde passam 20% do gás e petróleo consumidos pelo planeta. Macron disse ainda que a iniciativa se conecta a preocupações regionais como atividades nucleares e balísticas do Irã e ações desestabilizadoras, mesmo com o cessar-fogo de duas semanas em vigor entre Estados Unidos, Israel e Irã, após mais de um mês de conflito.
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