Manifestantes na Venezuela cobram reajuste salarial e polícia dispersa com gás em Caracas

Forças de segurança da Venezuela dispersaram com gás lacrimogêneo uma manifestação de trabalhadores em Caracas nesta quinta-feira, 9. O ato reuniu cerca de 2.000 pessoas que pediam aumento de salários e melhores condições de vida.

Marcha chega perto de Miraflores e termina com gás lacrimogêneo

A manifestação seguiu rumo ao palácio presidencial de Miraflores.

Durante o caminho, manifestantes cantaram “Queremos salários dignos” e “Vamos a Miraflores”, enquanto tropas policiais bloquearam o grupo com escudos e bombas de gás.

Promessa de reajuste de Delcy Rodríguez não trouxe detalhes e gerou desconfiança

O protesto aconteceu um dia depois da presidente interina Delcy Rodríguez prometer um reajuste salarial.

Ela não detalhou valores e não disse se o aumento inclui benefícios, o que aumentou a desconfiança de trabalhadores e aposentados.

O texto também cita que esses protestos se tornaram raros nos últimos anos após uma onda de repressão ligada às manifestações contra a reeleição de Nicolás Maduro em 2024.

Salário mínimo segue congelado e renda não cobre despesas básicas

O artigo afirma que o salário mínimo venezuelano está congelado em 130 bolívares desde 2022, cerca de R$1,40.

Segundo o conteúdo, a inflação anual passa de 600% e o custo de alimentação para uma família pode ultrapassar 600 dólares por mês, acima do rendimento médio citado no país.

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