O secretário de Estado americano, Marco Rubio, enviou uma carta ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro para reforçar a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. A resposta foi divulgada nesta data e trata de uma consulta pública sobre o assunto.
Correspondência retoma disputa comercial com novas tarifas dos EUA
Marco Rubio diz que o governo de Donald Trump acredita que o Brasil adota políticas que prejudicam a economia americana. Ele lista pontos como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos.
Na carta, Rubio afirma que os Estados Unidos vão abrir uma consulta pública para que interessados no Brasil apresentem argumentos contrários ao que os EUA apontam como prejuízo.
Carta cita Pix, leis anticorrupção, etanol e desmatamento; consulta termina em 1º de julho
Rubio menciona na lista comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos (o Pix), tarifas preferenciais consideradas injustas e aplicação das leis anticorrupção. Ele também cita proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O secretário americano informa que a audiência pública acontece no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos em 6 de julho. O período de consulta pública fica aberto até 1º de julho de 2026, e os pedidos para participar deveriam ter sido apresentados até 22 de junho de 2026.
Rubio ainda agradece o apoio de Flávio Bolsonaro à decisão americana de considerar PCC e CV como grupos terroristas. No texto, ele afirma que os EUA vão mirar redes financeiras, de tráfico de drogas e de armas para proteger o povo brasileiro e o povo americano.
O que muda na prática com a consulta e a audiência em 6 de julho
A consulta pública permite que “qualquer parte interessada no Brasil” participe para expor argumentos contrários ao suposto prejuízo aos americanos. A audiência pública ocorre no dia 6 de julho no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
O texto também relaciona a resposta ao processo citado na carta, que menciona uma investigação iniciada em julho de 2025 por determinação específica do Presidente Trump.
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