Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial, atribuiu o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto à mudança de percepção do eleitorado. Ele falou em entrevista ao programa Ponto de Vista, da VEJA, sobre economia, STF e segurança pública.
Marinho liga alta nas sondagens ao eleitor passar a conhecer o perfil de Flávio
Marinho avaliou que o crescimento de Flávio Bolsonaro, com aproximação consistente de Luiz Inácio Lula da Silva, mostra alteração na forma como o eleitor enxerga o senador. Ele disse que mais gente começou a entender quem Flávio Bolsonaro é.
Segundo ele, no início da pré-candidatura, Flávio era visto como um senador com atuação regional. Com o tempo, a exposição nacional teria ampliado a base de apoio.
Coordenação afirma que rejeição caiu com o desconhecimento e aponta críticas ao governo Lula
Marinho disse que, no primeiro momento, Flávio carregou uma rejeição ligada ao desconhecimento. Ele também afirmou que agora o senador passa a ser identificado com valores conservadores e postura mais flexível.
Sobre economia, Marinho criticou o governo Lula. Ele declarou que o governo seria irresponsável do ponto de vista fiscal, aumentaria tributos e criaria insegurança, citando previsibilidade, redução de impostos e controle de gastos como pilares de um eventual governo.
Ele defende normalidade democrática, endurecimento na segurança e minimiza preocupação com Caiado
Marinho disse que o discurso contra o STF será mantido ao falar sobre indulto a condenados por tentativa de golpe. Ele afirmou que qualquer presidente precisa restabelecer a normalidade democrática e negou que a posição seja ameaça institucional.
Na segurança pública, Marinho colocou o endurecimento das leis como eixo central e criticou medidas como audiências de custódia. Ao comentar a entrada de Ronaldo Caiado na disputa, ele minimizou risco de fragmentação e disse que pode haver convergência contra o governo no segundo turno.
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