Mauro Vieira diz que rebaixamento com a Argentina não tem motivação ideológica

Mauro Vieira negou nesta quarta-feira, 5, que o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina tenha sido motivado por divergências ideológicas. Ele falou à TV argentina e citou “respeito e educação” como base do diálogo entre os dois países.

Mauro Vieira afirma que respeito e educação comandam as relações Brasil-Argentina

Em entrevista ao programa Modo Fontevecchia, da TV argentina, o chanceler brasileiro disse que as relações seguem critérios e padrões de respeito. Ele também afirmou que educação e respeito são fundamentais para existir diálogo.

Vieira declarou que a questão ideológica fica em segundo plano nas relações entre os dois países.

Chanceler cita escalada entre Milei e Lula e responde a acusações da chancelaria argentina

O chanceler afirmou que a decisão do governo Luiz Inácio da Silva foi uma resposta à escalada de ataques do presidente Javier Milei. Ele sustentou que o respeito deve prevalecer entre Brasil e Argentina.

Horas antes, o chanceler argentino, Pablo Quirno, disse que Buenos Aires não adotará medidas de retaliação ao rebaixamento das relações diplomáticas. Quirno afirmou que a decisão do Brasil foi “unilateral” e motivada por “diferenças políticas e ideológicas”.

Em nota divulgada mais cedo, a chancelaria argentina acusou Brasília de estar “se isolando do restante da região por questões puramente ideológicas”.

Crise começou em fim de julho e governo brasileiro reduziu representação em Buenos Aires

A crise se intensificou no fim de julho, quando o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado de volta a Brasília. A mudança ocorreu depois de Milei chamar Lula de “presidiário” e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “lixo careca” na convenção que lançou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Na terça-feira, 4, o governo brasileiro oficializou a redução da representação diplomática em Buenos Aires ao nível de encarregado de negócios, mantendo Bitelli em Brasília. Mesmo com a escalada, o governo argentino disse que manterá seu embaixador em Brasília e que não pretende responder na mesma proporção.

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