O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse nesta sexta-feira, 15, que não aconselharia seus filhos a irem aos Estados Unidos por causa do “clima social”. A declaração reacendeu críticas ao governo do presidente americano, Donald Trump, e ocorreu após outro atrito envolvendo a liderança do Irã.
Merz retoma críticas a Trump ao falar em “clima social” nos EUA
Merz afirmou que sua admiração pelos Estados Unidos não está aumentando. Ele citou a polarização no país durante um debate.
Ele disse que não orientaria os filhos a estudar ou trabalhar nos EUA. O motivo, segundo ele, foi um “clima social” que teria surgido de forma repentina.
Chanceler citou dificuldades de emprego e fez nova referência a debate com Trump
Merz declarou que, “hoje em dia”, mesmo “as pessoas mais bem instruídas da América” encontram muita dificuldade para conseguir um emprego. Ele falou como pai de três filhos.
Antes disso, ele já tinha feito outra crítica ao governo americano. Merz disse que os EUA estavam sendo “humilhados” pela liderança do Irã, descrita por ele como “habilidosa em negociar”.
Extrema direita reage e cita visita a Casa Branca e aprovação de 19% a Merz
A declaração irritou o governo Trump e aliados. Richard Grenell, ex-embaixador e conselheiro republicano, afirmou que Merz “se tornou o presidente europeu da Sociedade TDS”. Ele citou a visita do premiê à Casa Branca em março e disse que Merz foi “completamente ameno e elogioso” na reunião com Trump.
A fala também foi criticada por Alice Weidel, líder do partido Alternativa para a Alemanha (AfD). Ela escreveu nas redes sociais que Merz desaconselha viagens aos EUA por “clima político” e citou que apenas 19% dos alemães aprovam a liderança de Merz, segundo uma pesquisa do instituto Morning Consult.
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