Michel Gherman e Ronilso Pacheco lançam o livro “Diálogos em tempos difíceis: decifrando a gramática da nova extrema direita”, pela Editora Fósforo, e falam sobre como lideranças autoritárias instrumentalizam a religião.
A obra trata de conceitos como liberdade e direitos humanos dentro do avanço da “pedagogia do ódio”.
Livro coloca “letramento democrático” contra a “pedagogia do ódio” no avanço da extrema direita
Gherman afirma que líderes autoritários usam linguagens próprias e retóricas de destruição para mobilizar suas bases.
Ele diz que o livro propõe um resgate de um “letramento democrático”, ao mesmo tempo em que a “pedagogia do ódio” ressignifica liberdade e direitos humanos para favorecer interesses políticos.
Encontro em Brasília sobre antissemitismo e a discussão do “sionismo cristão” no livro
Gherman, professor da UFRJ e coordenador acadêmico do Instituto Brasil-Israel, conversou com VEJA em Brasília sobre um encontro organizado pelo governo sobre definições de antissemitismo.
Na conversa, ele cita o livro escrito junto do teólogo Ronilso Pacheco, identifica a “pedagogia do ódio” como aprendizado ligado à não escuta do outro e à destruição como referência, e comenta o “sionismo cristão” no Brasil, dizendo que a mistura de categorias degeneraria uma e outra.
Ele também relata como a política pode virar estética e falar de “judeu imaginário” como forma de atacar o “judeu real”.
Debate do governo em 16 e projeto de Tabata Amaral entram na conversa
Gherman afirma que o evento do dia 16, no Palácio do Itamaraty, é inédito no mundo e abre espaço para conversas com perspectivas distintas sobre antissemitismo.
Ele também comenta o projeto paralelo da deputada Tabata Amaral (PSB) e diz que teme que a proposta possa enfraquecer o debate.
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