O governo de Javier Milei declarou Mohsen Soltani Tehrani “persona non grata” e determinou que ele deixe a Argentina em 48 horas. A decisão ocorre no auge da crise diplomática entre Buenos Aires e Teerã.
Governo argentino corta relações e expulsa o encarregado de negócios do Irã
O Ministério das Relações Exteriores informou que a medida foi anunciada nesta quinta-feira, 2. O comunicado de Buenos Aires diz que a ação marca o ponto mais alto de uma escalada entre os dois países.
O caso acontece enquanto há guerra no Oriente Médio.
Crise começou após Buenos Aires classificar a Guarda Revolucionária como terrorista
No dia 31, a Casa Rosada classificou a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista.
O governo argentino disse que a decisão teve relação com o apoio da Guarda Revolucionária ao Hezbollah, citado como ligado ao atentado ao centro comunitário judeu AMIA em 1994, com 85 mortos. A Argentina também afirmou que Teerã não colaborou com as investigações e que nomeou Ahmad Vahidi como comandante-em-chefe da guarda.
O Irã reagiu e chamou a medida de “ilegal e infundada”, em comunicado do Ministério das Relações Exteriores publicado por sua embaixada no Uruguai na quarta-feira, 1º.
Entenda o prazo e o que os dois lados dizem sobre as acusações
Buenos Aires declarou que a decisão foi tomada em resposta a um texto divulgado ontem pelo Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã. O comunicado afirma que o documento traz “acusações falsas, ofensivas e inadequadas” contra a Argentina e suas autoridades.
O governo de Milei disse que não vai tolerar “queixas de um estado” que não cumpre obrigações internacionais e “obstrui o progresso da Justiça”, em referência ao caso AMIA. No texto do Irã, Milei e Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores, foram descritos como “cúmplices dos crimes” de Estados Unidos e Israel e “do lado errado da história”.
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