O Ministério Público Eleitoral entrou com uma ação pedindo a impugnação do registro da candidatura de Tadeu Amorim de Barros Júnior, o Júnior da Lucinha, a deputado estadual pelo PSD. O caso corre no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Impugnação mira registro de candidatura de vereador do Rio pelo PSD
O MPE protocolou a ação por meio da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Na ação apresentada ao TRE-RJ, o órgão diz que a candidatura do vereador teria caráter de “sucessão meramente formal”.
MPE cita possível continuidade política com base no histórico eleitoral e em denúncias
O MPE afirma que a candidatura de Júnior buscaria manter o “espólio político-territorial” da família nas áreas da Zona Oeste do Rio.
O órgão aponta que Júnior é filho da deputada estadual Lucinha, ré em uma ação penal ligada às investigações da Operação Dinastia II. O MPE menciona que a parlamentar é acusada de constituição de milícia privada e de integrar o núcleo político do grupo “Bonde do Zinho” ou “Tropa do Z”.
Entre os argumentos, o MPE destaca a semelhança no padrão de votos: 89,9% dos votos de Lucinha em 2022 ficaram em zonas eleitorais de Santa Cruz e Campo Grande, e Júnior teria concentrado 89,1% de sua votação nessas mesmas zonas em 2024.
MPE pede citação, provas e julgamento para negar registro da candidatura
O MPE pede que Júnior da Lucinha seja citado para apresentar defesa no prazo legal.
O órgão também solicita a produção de provas e, se necessário, o envio pelo TJRJ da íntegra da ação penal envolvendo Lucinha ou de certidão criminal narrativa. Ao final, o MPE pede que a impugnação seja julgada procedente e que o registro da candidatura seja indeferido em caráter definitivo.
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