Museus franceses criam iniciativas para devolver obras saqueadas pelos nazistas

Dois museus na França colocaram em prática iniciativas para recuperar e devolver obras de arte roubadas pelos nazistas. O objetivo é que as peças voltem a quem tem direito.

Lei de 2023 e ações em museus reativam a busca por obras roubadas

Uma lei aprovada em 2023 facilitou a entrega do que foi roubado. A mudança vale para instituições e também para os familiares dos antigos donos.

As novas iniciativas surgiram no mesmo período e tratam de um problema que ainda marca a cultura francesa. A tomada de Paris e o colaboracionismo deixam impacto e mantêm o tema em aberto.

Orsay reúne 225 peças e investiga a origem; Orléans procura 424 obras

No Musée d’Orsay, uma mostra chamada A Quem Pertencem Essas Obras? reúne 225 peças. Entre os artistas citados no acervo estão Renoir, Degas e Cézanne, com o quadro Montanha Sainte-Victoire com um Pinheiro Grande.

No mesmo museu, uma equipe ultraespecializada investiga a origem das obras. O Orsay diz que já restituiu quinze telas nas últimas três décadas.

Em Orléans, o Musée des Beaux Arts d’Orléans tenta reaver 424 obras que saíram das paredes do próprio museu. O plano inclui uma campanha com cartazes de “procurado” e imagens das peças em preto e branco.

Diretrizes de 1998 e investigação dão caminho para rastrear peças

O impulso maior para a recuperação veio com os Princípios de Washington sobre a Arte Confiscada pelos Nazistas, com diretrizes firmadas por 44 países em 1998. O foco era mapear e fazer a restituição do que foi saqueado pelos alemães.

O museu de Orléans também busca peritos para descrever as peças no detalhe. A proposta é facilitar o reconhecimento e aumentar as chances de rastrear o que foi roubado oito décadas atrás.

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