O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de crimes de guerra após um ataque aéreo matar uma jornalista e deixar outra gravemente ferida no sul do país. A situação foi tratada como alvo de profissionais de mídia.
Salam afirma que ataques contra jornalistas viraram “método estabelecido”
Nawaf Salam escreveu no X, antigo Twitter, que alvejar jornalistas e dificultar o acesso das equipes de resgate, para depois atacar essas equipes após a chegada, “constitui crimes de guerra”.
Ele disse ainda que os ataques israelenses a profissionais de mídia deixaram de ser “incidentes isolados” e viraram “um método estabelecido que condenamos”.
Amal Khalil morreu em Tayri; Zeinab Faraj ficou ferida
A jornalista Amal Khalil, de 42 anos, repórter do jornal Al-Akhbar, foi morta na quarta-feira quando o ataque aéreo atingiu a casa onde ela estava abrigada.
A fotojornalista Zeinab Faraj ficou ferida. O ataque ocorreu em Tayri, no sul do Líbano.
O Exército israelense reconheceu que seus ataques atingiram as duas profissionais, mas negou ter jornalistas como alvo. Os militares disseram que dois veículos teriam vindo de uma “estrutura militar” usada pelo Hezbollah, e que atacaram um dos veículos e um prédio de onde “terroristas” fugiram.
Liberação do caso envolve governo libanês e CPJ após guerra no Oriente Médio
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, chamou o ataque de crime de guerra e afirmou que “Israel ataca jornalistas deliberadamente para ocultar a verdade sobre seus crimes contra o Líbano”.
O Comitê Libanês para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) disse que a obstrução das operações de resgate por Israel pode constituir um crime de guerra. Desde o início de março, cinco jornalistas morreram no Líbano em bombardeios israelenses.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.