Nefrologista diz que equipe ignorou sinais de insuficiência renal antes da morte de Maradona

Um nefrologista disse em depoimento em tribunal na Argentina que a equipe médica de Diego Maradona ignorou sinais de piora antes da morte do ex-jogador, em 2020. O caso discute a responsabilidade de sete profissionais pelos cuidados durante a recuperação após uma cirurgia no cérebro.

Julgamento em San Isidro foca cuidados fora de hospital e monitoramento da recuperação

O depoimento ocorreu no tribunal em San Isidro, durante um novo julgamento sobre o falecimento do ex-jogador.

A discussão envolve a decisão de manter Maradona fora de um ambiente hospitalar enquanto ele se recuperava em uma casa alugada em Tigre.

Trimarchi cita doença renal crônica e ausência de exames diários durante cerca de duas semanas

O nefrologista Hernán Trimarchi afirmou que Maradona tinha doença renal crônica e que os rins do ex-craque apresentavam aumento de peso e lesões ligadas a histórico de obesidade, hipertensão e uso de cocaína.

Trimarchi disse que “no mínimo, ele deveria ter recebido exames médicos diários, cuidados de enfermagem diários, exames de sangue e monitoramento dos sinais vitais”. Ele também falou que não há registros de exames de sangue feitos durante as cerca de duas semanas em que Maradona ficou em recuperação na residência particular.

A morte ocorreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto Maradona se recuperava de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. Segundo a autópsia, ele sofreu uma insuficiência cardíaca que provocou edema pulmonar agudo, com acúmulo de líquido nos pulmões.

Réis no banco: processo pede condenação por homicídio simples com dolo eventual

O processo tenta definir se sete profissionais devem responder por homicídio simples com dolo eventual.

No banco dos réus estão a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni, o médico Pedro Pablo Di Spagna e os enfermeiros Ricardo Almirón e Gisella Dahiana Madrid. As penas podem variar de oito a 25 anos de prisão em caso de condenação.

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