Às vésperas da eleição parlamentar em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exaltou o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugeriu que ataques contra o Irã podem ser retomados. Ele pediu votos para permanecer no cargo.
Netanyahu liga apoio de Trump à permanência no poder e usa a ameaça do Irã na campanha
Em pronunciamento na televisão no domingo, 25, Netanyahu disse que Trump tem uma amizade “que nunca existiu antes” entre um primeiro-ministro israelense e um presidente americano. Ele afirmou que Trump ainda tem mais dois anos de mandato e pediu que os eleitores votem em Netanyahu.
No mesmo dia, Trump publicou uma mensagem nas redes sociais apoiando o israelense. Ele escreveu: “Votem em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro, temos que terminar o trabalho que começamos!”
Declaração sobre o Mossad e as Forças de Defesa: governo diz que missão contra o Irã depende do resultado das urnas
Netanyahu declarou que já instruiu o Mossad e as Forças de Defesa de Israel a derrubarem o regime iraniano. Ele disse que essa seria a única maneira de acabar com a ameaça.
A vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, respondeu às declarações do premiê. Ela afirmou que, segundo Trump, o Irã enfrenta dificuldades econômicas e militares, que o bloqueio americano segue em vigor e que o petróleo continua fluindo em volumes recordes pelo Estreito de Ormuz.
Eleição de terça-feira pode mexer na maioria da coalizão e definir o rumo da guerra
A eleição de terça-feira será a primeira em Israel desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas indicam que o Likud, partido de Netanyahu, pode perder cadeiras no Parlamento.
As declarações de Kelly também trouxeram um prazo. Ela disse, por e-mail, que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes das eleições legislativas americanas de 3 de novembro.
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