Bancos estão mais cautelosos no crédito e isso ajudou a separar o crescimento da renda do consumo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast dizem que o Novo Desenrola pode mexer nesse cenário e voltar a pressionar a inflação.
Com crédito mais duro, renda e consumo ficaram desalinhados; Novo Desenrola pode mudar isso
Em meio à inadimplência recorde, as instituições bancárias adotaram postura mais conservadora na concessão de crédito.
Para especialistas, o programa pode restabelecer a ligação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços.
Programa reduz o peso da dívida na renda e abre espaço para gasto ou novos empréstimos
O Novo Desenrola reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida e amplia a capacidade de pagamento.
Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings, disse que isso pode levar a mais consumo ou à contratação de novos empréstimos, dependendo do conservadorismo dos bancos.
Albuquerque também destacou que, mesmo quando o tomador deixa de constar como negativado, a dívida “diminui, mas continua existindo”.
Renda disponível subiu e Copom apontou risco; inadimplência segue em recorde
Antes do início do Novo Desenrola, a renda disponível bruta das famílias cresceu 11,1% em março, após alta de 9,5% em fevereiro, segundo cálculos do Goldman Sachs.
O Comitê de Política Monetária (Copom) citou risco de alta da inflação de serviços, com base em um hiato do produto mais positivo.
Em paralelo, a inadimplência segue em alta: o número de pessoas com o CPF registrado em cadastros de inadimplência chegou a 82,8 milhões em março, segundo a Serasa Experian.
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