A Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU divulgou um relatório nesta segunda-feira, 26, acusando Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade, com extermínio e violência sexual contra palestinos na Cisjordânia. O documento também mantém as acusações de genocídio em Gaza.
Relatório da ONU vai à Assembleia Geral e aponta piora nos territórios desde 7 de outubro de 2023
A comissão diz que apresentou o relatório à Assembleia Geral da ONU e foca em assassinatos e em danos físicos e psicológicos causados por agentes do Estado nos territórios ocupados.
Os especialistas afirmam que a situação nos territórios palestinos piorou gravemente desde 7 de outubro de 2023, dia dos ataques do grupo militante palestino Hamas a Israel, que desencadearam a guerra atual.
Israel rejeita acusações e presidente da comissão cita estratégia de “extermínio e deslocar palestinos”
O grupo acusa os palestinos na Cisjordânia de serem atacados por “nacionalidade, raça e etnia, gênero e idade”. A comissão também diz que autoridades e forças de segurança israelenses continuam a cometer atos genocidas mesmo após o acordo de cessar-fogo.
Srinivasan Muralidhar, presidente da comissão, declarou que “o assassinato e ferimento intencionais de civis palestinos e a destruição de casas na Cisjordânia” fazem parte de uma estratégia para exterminar e deslocar palestinos e impor condições de vida insuportáveis.
O relatório também afirma que a Autoridade Palestina comete “violência estatal”, mirando palestinos que expressam opiniões divergentes. Os autores dizem que jornalistas e defensores dos direitos humanos foram mortos e feridos durante três anos de guerra, com espaço cívico cada vez menor.
Dados sobre vítimas citam 1.200 mortos em Israel e mais de 74.200 na Faixa de Gaza
Os ataques de 7 de outubro deixaram cerca de 1.200 mortos em Israel, segundo autoridades do país, e mais de 250 reféns.
Desde o início do acordo de cessar-fogo, anunciado em outubro de 2025, 1.462 palestinos foram mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que não distingue civis de combatentes. O ministério contabiliza mais de 74.200 mortos no território desde o início da guerra, e as Nações Unidas usam os dados como referência para acompanhar o número de vítimas.
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