ONU adia votação sobre resolução para reabrir o Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação marcada para esta sexta-feira, 3, sobre uma resolução para reabrir o Estreito de Ormuz. A pauta tinha relação com a autorização de uso de força “defensiva” para proteger a rota marítima.

Resolução sobre Ormuz sai da pauta após feriado em “Sexta-feira Santa”

O Conselho de Segurança de quinze membros tinha se comprometido a debater um projeto apresentado pelo Bahrein. Na noite de quinta-feira, a programação oficial mudou.

As Nações Unidas disseram que a “Sexta-feira Santa” funciona como feriado nacional. A data já era conhecida desde quando a votação foi anunciada.

Bahrein, Teerã e risco de veto de China e Rússia travam acordo

Nos bastidores, o adiamento foi ligado à falta de consenso. Teerã advertiu contra qualquer “ação provocadora” e disse que uma decisão do Conselho de Segurança “complicará ainda mais a situação”.

Uma versão vista pela agência AFP autoriza Estados-membros a usar “todos os meios defensivos necessários e compatíveis com as circunstâncias” para garantir a passagem de trânsito no estreito e impedir tentativas de fechar, obstruir ou interferir na navegação internacional. A medida teria duração de pelo menos seis meses.

O projeto buscou juntar países como Rússia, China e França. Rússia e China têm poder de veto e o embaixador chinês Fu Cong afirmou que autorizar o uso da força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado, com escalada e graves consequências.

Sem nova data, decisão segue em aberto para proteger rota de petróleo

Por enquanto, não há nova data para a votação do projeto. O texto mira a rota por onde passa 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.

O embaixador do Bahrein Jamal Alrowaiei afirmou que o texto “surge em um momento crítico” e disse que conta com apoio dos Estados Unidos. Antes, Donald Trump pediu que países afetados “busquem seu próprio petróleo” e disse que as forças americanas não os ajudariam.

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