A ONU pediu que Israel tome medidas imediatas para impedir atos de “genocídio” em Gaza e denunciou sinais de limpeza étnica na região e na Cisjordânia ocupada. O pedido veio nesta segunda-feira, 18, em relatório do alto comissário da entidade.
Relatório da ONU cita Gaza e Cisjordânia e cobra resposta imediata de Israel
Em um novo relatório, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, cobrou ações do governo israelense.
O documento também aponta sinais de limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia ocupada.
Türk exige que o Exército evite “genocídio” e pede punição para incitação
Türk pediu “com efeito imediato que seu Exército não cometa atos de genocídio e que adote todas as medidas necessárias para prevenir e punir a incitação ao genocídio”.
O relatório cobre o período entre os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 até maio de 2025.
As Nações Unidas também condenaram as “graves violações” de grupos armados palestinos durante e após o ataque que iniciou a guerra em Gaza. A incursão do Hamas em comunidades do sul israelense matou 1.221 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP com base em dados oficiais.
Reféns relatam tortura e agressões; violência e falta de abrigo seguem após cessar-fogo
O relatório trata ainda dos abusos sofridos por reféns capturados por grupos armados palestinos, com relatos de tortura e agressões sexuais durante o cativeiro.
Em Gaza, mais de 72.700 palestinos morreram na campanha militar de represália de Israel, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, número reconhecido por autoridades israelenses. Centenas de milhares de pessoas seguem vivendo em tendas em condições difíceis, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro do ano passado.
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