A operação da Polícia Federal contra o ex-governador Cláudio Castro (PL), nesta sexta-feira, 15, aumenta a briga interna no PL sobre quem pode ocupar a vaga dele no Senado.
O duelo envolve lideranças do próprio partido e pode mexer com o plano de candidatura do deputado ou aliado escolhido para a disputa.
Divisão no PL coloca delegado Felipe Curi e bancada do partido em disputa
Uma ala do PL ligada a Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente, aponta o ex-chefe da Polícia Civil Felipe Curi como nome certo para o Senado.
Em outro grupo do partido, a defesa é de que a vaga fique com alguém da bancada federal do PL.
Pesquisa Genial/Quaest e regras do TSE entram no cálculo após ação da PF
Antes da operação contra Castro, Curi disse que, se abrir espaço para o Senado, ele conversaria com o partido e com Flávio Bolsonaro, pedindo apoio maciço de todos.
Num levantamento Genial/Quaest divulgado em abril, Curi soma 6% ao Senado, à frente de Márcio Canella (União Brasil) e empatado na terceira posição com Marcelo Crivella (Republicanos). Castro aparece com 12% e Benedita da Silva (PT) com 10%.
Segundo o texto, caciques do PL mediam o desgaste de Castro, com a inelegibilidade decidida pelo TSE e com a exposição negativa ligada ao pente-fino de Ricardo Couto no governo.
Busca na casa do ex-governador e vídeo em Brasília marcam próximos dias
A ação desta sexta apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior ligadas a empresas do setor de combustíveis.
Agentes cumpriram buscas na casa de Castro, na Barra da Tijuca, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Nesta quinta-feira, 14, Castro postou vídeo com Altineu Côrtes em Brasília para mostrar apoio à candidatura.
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