A Polícia Federal (PF) investiga uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e cita o pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União-RJ). A ação pressiona planos políticos ligados a Flávio e Douglas Ruas na Baixada Fluminense.
PF investiga suspeita ligada a postos e atinge articulação política na Baixada
Márcio Canella atua com força na Região Metropolitana, com destaque na Baixada Fluminense. O bolsonarismo passou a olhar para ele por causa de uma parcela do eleitorado em um município onde votos ligados à ex-ministra Daniella Carneiro e ao marido Waguinho (ambos do Republicanos) circulam com apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A matéria também diz que Canella e Rogério Lisboa (PP-RJ), ex-prefeito de Nova Iguaçu, foram tratados como uma forma de contrapeso na região. Lisboa foi escolhido para vice de Douglas Ruas (PL-RJ) ao governo.
PL quer retirar Canella do Senado e indica Felipe Curi como substituto
Agora, o PL defende a saída de Canella da disputa ao Senado. O texto aponta que o nome cotado para substituí-lo na federação União-PP é o ex-secretário de Segurança Pública do Rio Felipe Curi.
Segundo a reportagem, Curi tem boa popularidade com o bolsonarismo por defender a pauta da segurança. A publicação afirma que ele não teria a mesma força político-administrativa na Baixada Fluminense que Canella tem.
Articulação de palanques vira alvo e pode ser usada contra bolsonaristas
O ponto central, de acordo com o texto, é que Canella tinha a função de articular palanques para Flávio e Douglas Ruas na região metropolitana. Com a associação ao nome dele, os aliados de Lula passam a usar a ligação para associar bolsonaristas a operações policiais e desvios.
A matéria cita a operação da PF como o gatilho que muda o jogo na disputa local. O impacto direto apontado envolve a estratégia do PL e a troca de candidato no Senado.
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