A Polícia Federal deflagrou a 8ª fase da Operação Unha e Carne e investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado 7,6 bilhões de reais. A PF cita políticos e agentes públicos, incluindo o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil).
Investigação aponta postos no Rio como rota para lavar dinheiro
Segundo a PF, a lavagem ocorria com uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
A operação dos estabelecimentos é apontada como irregular, com indícios de funcionamento em desacordo com normas legais, em conluio para definir preços artificialmente e neutralizar a concorrência.
PF cita Coaf, R$ 7.644.497.752 e empresas de fachada ligadas ao PCC
A investigação começou a partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A PF menciona um relatório que identificou 7.644.497.752 reais em movimentações atípicas entre maio de 2020 e março de 2026, com 835 pessoas físicas e jurídicas e 2.171 comunicações de operações suspeitas.
O caso também traz suspeitas de conexões com empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), como a Tobras Distribuidora de Combustíveis, alvo da Operação Carbono Oculto.
Perícias e apreensões em Niterói e Belford Roxo puxam o caso para Canella
A PF afirma que documentos apreendidos apontam repasses de dinheiro ao político, que teria atuado como principal articulador político da organização criminosa.
Entre maio de 2025 e abril de 2026, Canella recebeu 1,4 milhão de reais da Brumar Empreendimentos e Participações, com 21 transferências, e os créditos em suas contas somaram aproximadamente 2,6 milhões de reais.
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