O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou nesta segunda-feira, 5, a informação de que o Irã estaria usando golfinhos como armas em ataques no Estreito de Ormuz. Ele declarou que não consegue confirmar nem negar a fala atribuída aos EUA, mas disse que o Irã não tem esses animais.
Pete Hegseth fala sobre “golfinhos kamikaze” após reportagem do Wall Street Journal
Pete Hegseth respondeu a um relato publicado no jornal americano The Wall Street Journal. A reportagem saiu na última sexta-feira, 1º, e citava o uso militar de animais pelo Irã em uma área ligada ao comércio global.
O chefe do Pentágono afirmou: “Não posso confirmar ou negar que nós (os EUA) não temos os ‘golfinhos kamikaze’, mas posso confirmar que eles (o Irã) não têm”.
Relato histórico sobre golfinhos treinados e preocupação com ataques em rotas sensíveis
Mesmo com a negação de Washington, o tema não nasce do nada. Relatos históricos mencionam que o Irã comprou, em 2000, golfinhos treinados pela antiga Marinha soviética para fins militares.
Esses animais seriam preparados para missões de combate, com uso de dispositivos acoplados ao corpo, como arpões.
Imagens de cabos submarinos e bloqueio no Ormuz pesam na escalada
A preocupação citada no mesmo material do WSJ vai além dos animais. A reportagem diz que o Irã avalia medidas mais agressivas, incluindo atacar cabos submarinos de telecomunicações.
A agência iraniana Tasnim divulgou mapas desses cabos na região. O bloqueio do Estreito de Ormuz, feito por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, já afeta o mercado global de energia e impacta alimentos, indústria e inflação.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.