Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 14, mostra Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon ganhando força para as eleições presidenciais francesas do ano que vem, enquanto o país vive uma onda de protestos estudantis e sindicais contra o governo de Emmanuel Macron.
A disputa mexe com o cenário político e se aproxima de um calendário eleitoral marcado para abril e maio do próximo ano.
Pressão sobre Macron aumenta a briga entre extrema-direita e extrema-esquerda
Os protestos começaram no fim de setembro e ganharam força com a falta de professores e problemas estruturais na rede pública.
O movimento saiu de escolas de ensino médio nos arredores de Paris, chegou às universidades e reuniu estudantes, docentes e sindicatos em diferentes regiões.
Odoxa aponta Le Pen com 37% ou 38% e Mélenchon com 18% ou 18,5%
Segundo o instituto Odoxa, Le Pen lidera o primeiro turno com 37% ou 38%, conforme os dois cenários propostos.
Mélenchon fica em segundo com 18% ou 18,5%, também variando de acordo com o candidato de centro testado, Édouard Philippe ou Gabriel Attal.
Philippe aparece com 17% dos votos e Attal com 11%. Em um eventual segundo turno, Le Pen derrotaria Mélenchon com facilidade e venceria Philippe com margem mais estreita.
Protestos fecham escolas, deixam feridos e mudam a rotina de estudantes
O governo prepara um ajuste fiscal para conter o endividamento do país, enquanto tenta atender às demandas dos estudantes.
Em resposta aos protestos, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, disse que Macron pediu “respostas concretas” nas próximas semanas, e o Ministério do Interior informou que 161.500 pessoas participaram das manifestações em Paris e outras cidades na terça-feira, enquanto os sindicatos citaram 480.000.
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