Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que, 25 anos após o atentado de 11 de Setembro, os americanos têm mais medo de extremistas do próprio país do que de grupos estrangeiros. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 8.
Medo de ameaça interna cresce nos EUA, diz pesquisa Reuters/Ipsos
Questionados sobre a maior ameaça à segurança do cidadão comum, 33% dos entrevistados apontaram o “terrorismo doméstico”. Esse número fica acima dos 20% que disseram ter mais preocupação com terrorismo estrangeiro.
Outros 42% citaram atos aleatórios de violência, como “massacres em escolas”, como o perigo mais grave.
Extremistas em casa passam a ser mais citados do que os do exterior
Quando a pergunta mira atentados motivados por ideologia, a diferença aumenta. 61% disseram que extremistas domésticos representam uma ameaça maior, contra 34% que escolheram os vindos do exterior.
O artigo também compara com dados de meados de 2013. Na época, 21% diziam que o terrorismo doméstico era a principal ameaça, enquanto 28% apontavam terroristas estrangeiros. Nesse mesmo levantamento, 51% se preocupavam mais com atos aleatórios de violência.
Segurança em aeroportos tem aprovação, mas monitoramento sem mandado divide
A pesquisa ainda mostra que cerca de 60% dos americanos acreditam que a resposta do governo dos Estados Unidos ao 11 de Setembro ajudou a evitar novos atentados em solo americano. Entre eleitores republicanos, a taxa chega a 80%.
O reforço na segurança dos aeroportos após os ataques recebe apoio da maioria, incluindo 71% dos democratas e 75% dos republicanos. Ao mesmo tempo, ao menos 65% se opõem a permitir que agências de inteligência monitorem comunicações eletrônicas de cidadãos comuns sem mandado judicial, citando que uma lei que permitia isso expirou há dois meses.
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