Pesquisa Quaest mede apoio a Moraes e Mendonça e mostra queda de confiança no STF

Uma pesquisa da Quaest mostrou como eleitores avaliam mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e o apoio aos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O levantamento também apontou queda de confiança na Corte durante a crise envolvendo o Banco Master.

Eleitores aprovam mandato fixo e código de ética para ministros do STF

53% dos entrevistados disseram ser favoráveis a “estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros”. 30% se disseram contra.

Sobre “criar um novo código de ética que impeça ministros de terem relações comerciais ou privadas”, 53% ficaram a favor e 32% contra.

Regras para indicação e indicação por Congresso dividem público; decisões monocráticas rejeitadas

Quando a pergunta foi sobre aumentar as exigências para a indicação, com idade mínima e experiência profissional na área jurídica, 68% afirmaram ser favoráveis e 20% contra.

Para permitir que Congresso e Judiciário indiquem ministros, 50% disseram ser a favor e 34% contra. Já 61% dos entrevistados disseram ser contrários à proposta de uma eventual proibição a decisões monocráticas.

Outra parte do levantamento mostrou que 54% disseram ser contra a criação de uma quarentena a ser cumprida por candidatos antes de serem indicados ao STF.

Desconfiança no STF sobe 10% e apoio a Mendonça e Moraes varia

A pesquisa indica que a desconfiança em relação ao STF cresceu 10% no último mês em meio à crise do Banco Master. Segundo os dados, 56% não confiam no tribunal, contra 46% em agosto.

Entre os entrevistados, 37% disseram que Mendonça age de forma correta no embate, e 16% disseram que Moraes se comporta corretamente. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro, com índice de confiança de 95%, e registrou a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.

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