O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, pediu nesta segunda-feira, 1°, que o presidente Tamás Sulyok renuncie. Ele disse que vai mover um processo legal para tirar Sulyok do cargo se o presidente não atender ao pedido.
Magyar mira a presidência e cita “omissões” e “decisões indefensáveis”
Magyar falou em coletiva em frente ao palácio Sandor, residência presidencial.
Ele afirmou que Sulyok é “um fantoche do regime” do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán e defendeu que o presidente deve ser afastado por “omissões” e “decisões indefensáveis”.
Pedido de renúncia envolve prazo, vídeo nas redes e maioria no Parlamento
Magyar disse que “informei o presidente” de que, se Sulyok mantiver a posição e não se demitir voluntariamente, o premiê vai comunicar a decisão aos deputados do Tisza e iniciar os procedimentos.
Magyar assumiu em maio, aos 45 anos, após o partido de centro-direita Tisza vencer as eleições legislativas e encerrar 16 anos de governo de Orbán e do Fidesz. Com maioria parlamentar, ele prometeu remover figuras do governo anterior, incluindo Sulyok.
Sulyok já tinha sido pressionado por Magyar, que fixou 31 de maio como prazo final para a saída do chefe de Estado e de outros altos funcionários. O presidente respondeu com um vídeo nas redes sociais dizendo que não vai se demitir e que quer “continuar a cooperar com o governo”.
Reunião com negociação de uma hora acabou em impasse nesta segunda
Magyar informou que visitaria o presidente acompanhado da ministra da Justiça, Marta Görög, nesta segunda. A ida ao palácio ocorreu nesta manhã.
Depois de uma negociação de uma hora, a reunião terminou em impasse. O premiê anunciou que vai iniciar imediatamente os “procedimentos necessários” para remover Sulyok.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.