A Polícia Federal reúne documentos que podem conectar Jaques Wagner a interesses do Banco Master. O ponto-chave pode estar na identidade do cotista de um fundo que recebeu recursos ligados a uma CCB de cerca de R$ 2,1 bilhões.
Documentos da PF cruzam política atribuída a Wagner e R$ 3,5 milhões para empresa ligada à família
As provas reunidas pela PF mostram mensagens, reuniões e articulações políticas atribuídas ao senador.
Os documentos também apontam um pagamento de R$ 3,5 milhões feito à BN Financeira, empresa ligada ao núcleo familiar de Wagner.
A PF tenta ligar essas pontas com uma peça que ainda não foi identificada: quem era o cotista do fundo.
PKL aparece como emissora de CCB de R$ 2,1 bilhões e transfere R$ 3,5 milhões em outubro
Um cruzamento feito pelo Radar Econômico nas bases da CVM mostra que a PKL One Participações, empresa ligada a Augusto Lima, aparece como emissora de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.
O papel teria concentrado quase todo o patrimônio do Somme FIM CP, fundo que tinha apenas um cotista, e depois entrou no Marne FIDC.
A cronologia inclui o veto do Banco Central, em 3 de setembro de 2025, à venda do Master ao BRB. No dia seguinte ao veto, Augusto Lima relacionou a dificuldade para pagar a BN Financeira ao fracasso da operação. Em 17 de outubro, a PKL transferiu os R$ 3,5 milhões.
PF diz que falta prova pública de acionamento do Banco Central e defesa nega irregularidades
A PF afirma que Wagner acompanhou interesses do Master, recebeu informações sobre a operação com o BRB e articulou encontros reservados.
Ainda não apareceu prova pública de que Wagner tenha acionado o Banco Central ou outra autoridade para mudar uma decisão regulatória. A defesa diz que o senador nunca atuou no Congresso para favorecer o Banco Master e lembra que ele se posicionou contra a “Emenda Master”.
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