A Polícia Federal (PF) diz que o ex-governador Cláudio Castro (PL) fez mudanças no comando do Rioprevidência antes de aportes no Banco Master. A investigação cita a operação desta terça (26) e investimentos que somam cerca de R$ 3,7 bilhões.
PF usa documento ao STF para relatar trocas no comando do Rioprevidência
O relatório apresentado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que Castro substituiu servidores antes do início dos aportes. O documento associa as mudanças ao período imediatamente anterior ao começo dos investimentos.
A PF fala em “aparente conluio” com Daniel Vorcaro, dono do Master. O caso envolve o que a investigação descreve como relação pessoal estreita entre Castro e Vorcaro.
Três momentos de aportes: R$ 970 milhões entre 2023 e 2024 e mais R$ 2,01 bilhões a partir de dezembro
Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras do Master. O relatório menciona alerta de risco do Tribunal de Contas (TCE) para a operação.
Depois, a partir de dezembro de 2024, outros R$ 2,01 bilhões foram aplicados em fundos ligados à instituição financeira. No total, os aportes citados chegam a cerca de R$ 3,7 bilhões.
A PF também aponta nomes ligados às mudanças de cargos: o ex-presidente Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Eucherio Lerner Rodrigues, o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal e a gerente de controle interno Fernanda Pereira da Silva Machado. Todos estão entre os investigados da operação desta terça.
Investigações miram política de investimentos e legislação de regência no Rioprevidência
O documento afirma que as mudanças teriam facilitado os aportes. A PF indica atuação “em desconformidade com a política de investimentos” e com a “legislação de regência”.
O material cita a operação desta terça (26) e a investigação do vínculo pessoal estreito entre Castro e Vorcaro. Com informações do portal “G1”.
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