O avanço das investigações da Polícia Federal sobre fraudes bilionárias no INSS passou a preocupar o Palácio do Planalto após a apuração de pessoas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema entrou no radar interno do governo como um dos mais sensíveis neste momento.
Investigações sobre Lulinha ganham peso dentro do Planalto
No programa Ponto de Vista, Robson Bonin disse que as apurações já são tratadas como um ponto sensível para o governo neste momento.
Segundo o colunista, a PF aprofunda a análise das mensagens trocadas entre Lulinha e investigados apontados como operadores do esquema de corrupção no INSS, incluindo o “Careca do INSS”.
Quebra de sigilo telemático e troca de delegados mudam o rumo da apuração
Bonin afirmou que o foco mais sensível passou para a quebra de sigilo telemático, com a análise das mensagens trocadas entre Lulinha e integrantes do esquema investigado.
Ele também citou uma disputa interna sobre a condução da apuração e disse que Lula defendeu publicamente mudanças na distribuição de delegados da Polícia Federal pelo país, antes da saída do delegado responsável pela investigação relacionada a Lulinha.
Bonin disse ainda que André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da investigação, passou a acompanhar com preocupação possíveis tentativas de interferência no trabalho da PF e pretende cobrar explicações sobre as mudanças ocorridas durante a investigação.
Dezpoimento de Roberta Luchsinger e próximos dias devem elevar pressão
Bonin relatou que a investigação avançou após o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, apontada como próxima de Lulinha, e mencionou contradições identificadas pela PF.
Ele afirmou que a empresária teria omitido informações e apresentado versões incompatíveis com elementos já reunidos pela investigação, e disse que os próximos dias tendem a aumentar a pressão política sobre o PT.
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