Um auditor da Receita Federal liberou, pelo Porto do Rio, a entrada irregular de 144 mil latas de um energético proibido no Brasil, segundo a Polícia Federal. A PF aponta que a liberação ocorreu após pagamento de propina.
Operação Mare Liberum investiga esquema com importações no Porto do Rio
A Polícia Federal encontrou a suspeita durante as apurações da Operação Mare Liberum, feita no Rio na última terça (28). O caso envolve a autorização de desembarque de uma carga que não poderia entrar no território nacional.
A bebida foi proibida no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A investigação liga a liberação da carga a ações de servidores da Receita Federal.
Propina de R$ 20 mil para liberar 6 mil caixas em 2022 e prejuízo apontado pela PF
De acordo com a PF, o servidor recebeu R$ 20 mil em propina para autorizar o desembarque da carga em 2022. A carga tinha 6 mil caixas do energético proibido.
A PF também diz que o esquema envolveu quase 17 mil declarações de importação entre 2021 e 2026. As cargas foram avaliadas em R$ 86 bilhões, com estimativa de prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres públicos.
A PF cita que a organização investigada liberava mercadorias mediante pagamento de propina. A lista inclui itens que vão de insumos para o setor de óleo e gás a produtos de consumo direto.
Justiça afasta 25 servidores e PF apreende R$ 102 milhões e R$ 5 milhões em espécie
A Justiça Federal determinou o afastamento de 25 servidores, entre auditores e analistas, e o sequestro de R$ 102 milhões em bens. Durante as diligências, a PF apreendeu mais de R$ 5 milhões em espécie.
Em Copacabana, os agentes encontraram R$ 200 mil escondidos sob uma cama. Na Barra da Tijuca, R$ 830 mil estavam guardados dentro de um piano.
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