Planilhas apreendidas com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontam R$ 29 milhões ligados a repasses a candidatos e agentes públicos. A Polícia Federal cita esses documentos na quinta fase da Operação Unha e Carne.
Quinta fase da Operação Unha e Carne liga manuscritos a “contabilidade paralela”
A Polícia Federal afirma que as anotações encontradas com Adilsinho traziam controle de valores ligados a campanhas e a atuação de políticos.
Segundo a PF, a organização dos dados e o total indicado entram no que a representação chama de contabilidade paralela de grande escala.
Arquivos mostram R$ 21.986.970,60 e mais R$ 7.382.928,55 em movimentações
A PF diz que o primeiro arquivo registra uma lista nominal de candidatos e agentes públicos com valores individualizados na rubrica “Valor Atualizado”, somando R$ 21.986.970,60.
Outras duas planilhas detalham movimentações em espécie, sob a rubrica “banco”, e transferências bancárias que somam R$ 7.382.928,55.
A investigação também menciona apuração sobre repasses a Cláudio Castro (PL), Marco Antônio Cabral (SDD), Rodrigo Bacellar (União), além de citar que todos negam envolvimento com o bicheiro.
Empresas do setor gráfico teriam participado e acusados negam
A PF considera que os manuscritos seriam uma prova de que Adilsinho teria injetado dinheiro em campanhas e que, depois de eleitos, esses nomes teriam atuado em favor dele no Legislativo e no Executivo fluminenses.
A Polícia Federal afirma ainda que os repasses teriam sido operacionalizados por meio de empresas do setor gráfico, entre elas a Gráfica Editora Completa Ltda.
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