PF entra na disputa após investigações que atingem partidos e aliados na corrida de 2026

Investigações da Polícia Federal atingiram nomes ligados a partidos do Centrão e colocaram a PF no centro da disputa eleitoral que cresce para 2026. O tema aparece nas negociações de alianças e nas apurações citadas no noticiário recente.

Federação do Centrão recusa candidatura de vice e mira “sobrevivência política”

Em abril do ano passado, Progressistas e União Brasil se uniram em uma federação anunciada como grande força no Congresso. A parceria tinha 109 deputados e catorze senadores e falava em apoio eleitoral com seis governadores, 1 350 prefeitos e mais de 12 000 vereadores.

As legendas também buscavam espaço nas votações e tempo de TV na corrida presidencial. O plano inicial de fortalecer a direita para impedir a reeleição de Lula não seguiu como previsto.

Ciro Nogueira troca plano de vice e Tereza Cristina entra após pressão e investigação do Master

Apesar de Flávio Bolsonaro oferecer vaga de vice para a dupla de Progressistas e União Brasil, as legendas recusaram a oferta e disseram que preferiam neutralidade. O texto cita que Ciro Nogueira, comandante do Progressistas e artífice da federação, acabou descartado após ser investigado pela PF no escândalo do Banco Master.

Em seguida, Flávio Bolsonaro convidou Tereza Cristina (PP) para a função de vice. O governo federal fez chegar a Ciro Nogueira a promessa de que, se a operação ficasse inviável, ele poderia evitar constrangimentos por parte da PF até outubro, quando tentaria reeleição ao Senado.

Depois de telefonemas de Nogueira, a federação recusou a coligação com Flávio Bolsonaro. O texto afirma que agentes ligados à disputa também passaram a usar a PF como parte do clima político.

Casos do INSS e do Master viram alerta e aumentam tensão entre PF e STF

A PF aparece no noticiário com operações ligadas ao Master e ao INSS. O Supremo abriu três inquéritos para apurar suposto tráfico de influência de Fábio Luís da Silva, filho mais velho de Lula, após pedido da Polícia Federal.

O ministro do STF, André Mendonça, pediu que a PF o informasse sobre mudanças nas equipes de investigadores no caso envolvendo Lulinha. Na sequência, superintendentes da PF saíram em defesa de Andrei Rodrigues e Mendonça se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington Silva, no último dia 6.

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