A Polícia Federal apresentou ao Supremo Tribunal Federal um cronograma de 48 horas sobre como o Rioprevidência passou a colocar dinheiro em novos produtos do Banco Master. O caso ganhou destaque no STF nesta sexta-feira (11), com o ministro André Mendonça.
Cronograma no STF mostra mudança de investimentos do Rioprevidência após restrições no mercado
O documento mostra que os aportes começaram após letras financeiras enfrentarem restrições regulatórias no mercado.
O cronograma também detalha as investigações ligadas aos aportes milionários e a participação de Rioprevidência e da Cedae no banco comandado por Daniel Vorcaro.
De 17 a 19 de dezembro de 2024, Arena entra em operação e recebe o primeiro aporte
Segundo os dados periciados, em 17 de dezembro de 2024, Cláudio Castro e o banqueiro combinaram um encontro presencial na residência do empresário em Brasília.
No dia seguinte, 18 de dezembro, entrou em operação o Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa, administrado pela corretora do Master. Em 19 de dezembro, o Rioprevidência fez o primeiro aporte de R$ 50 milhões.
A autarquia virou a primeira e única cotista do fundo Arena e aportou R$ 1,37 bilhão ao longo de nove meses. Entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, o fundo rendeu cerca de 4,05%, enquanto o CDI teve 9,31% e a poupança 5,47%.
TCE-RJ aponta taxas de administração e Rioprevidência como cotista do Arena
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) afirmou que a estrutura gerou pagamento desnecessário de taxas de administração. A alegação foi que o Rioprevidência tinha capacidade de comprar os títulos públicos diretamente.
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