A Polícia Federal cita a cobertura na Barra da Tijuca como parte de um esquema ligado ao governo do estado, e o advogado José Mauro de Farias Jr., ex-secretário de Transformação Digital, foi um dos alvos da Operação Sem Refino. A investigação relata compras de cerca de R$ 9 milhões em imóveis entre fevereiro e outubro de 2025.
Operação Sem Refino liga imóveis comprados por ex-secretário a supostas “vantagens”
A Operação Sem Refino foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto.
Um dos pontos citados pela Polícia Federal envolve a cobertura na Barra da Tijuca, onde mora Cláudio Castro.
A PF descreve o caso como parte de um esquema que buscava “ocultar vantagens” ilícitas a membros do governo do estado.
Compras entre fevereiro e outubro de 2025 e rede de empresas com letra “J”
José Mauro de Farias Jr. comprou cerca de R$ 9 milhões em imóveis na capital fluminense e no interior do estado entre fevereiro e outubro de 2025.
A cobertura citada foi adquirida por Farias em outubro de 2023 por R$ 3,4 milhões.
Após a compra, a investigação diz que Farias ampliou o patrimônio em outros R$ 8,8 milhões, com aquisições feitas por uma rede de empresas abertas para esse tipo de operação.
Defesas negam irregularidades e citam “investimento” e uso de amizade
As defesas de Farias e de Castro negam irregularidades.
Segundo a defesa de Farias, a compra da cobertura na Barra foi um “investimento imobiliário”, com a estrutura de empresas tratada como “estrutura corriqueira de planejamento patrimonial”. A defesa também diz que o imóvel foi alugado a Castro por R$ 10 mil mensais por “relação pessoal de amizade” e que não indica contrapartida ilícita.
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