A Polícia Federal cumpriu buscas no apartamento do ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e também investigou outras autoridades na Operação Sem Refino. A ação foi aberta nesta sexta-feira, 15, para aprofundar apurações ligadas a fraudes no setor de combustíveis.
Operação Sem Refino investiga fraudes envolvendo a Refinaria de Manguinhos
A PF afirmou que a investigação foca um esquema de blindagem para favorecer os interesses do grupo Refit no Rio de Janeiro. Esse grupo é ligado à Refinaria de Manguinhos.
17 mandados de busca e afastamentos atingem autoridades ligadas ao governo
Além de Cláudio Castro, a PF vasculhou endereços do desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio. A operação também mirou o ex-procurador-geral do estado do Rio, Renan Saad, e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual.
A PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão. A polícia também fez sete ordens de afastamento da função pública.
Segundo a apuração, o magistrado é suspeito de conceder decisões favoráveis e indevidas em favor da Refinaria de Manguinhos. Ele está afastado das funções por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o Poder Judiciário.
Alexandre de Moraes autorizou a operação e bloqueou R$ 52 bilhões
A Operação Sem Refino foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A defesa do ex-governador afirmou que foi surpreendida com a operação e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. A defesa disse que Castro está à disposição da Justiça para dar explicações sobre sua lisura.
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