A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) disse que a polêmica com a assinatura em um parecer sobre Anthony Garotinho (Republicanos) aconteceu por erro do sistema. O órgão enviou o parecer ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE) na terça-feira (06).
Falha ao copiar trecho teria levado assinatura a aparecer no parecer de Garotinho
A PGE informou que testes técnicos apontaram que a assinatura do advogado Marcello Dias de Paula entrou no documento no momento em que um trecho do recurso de Garotinho foi copiado e colado na minuta da instituição.
A Procuradoria destacou que o parecer foi feito pela própria PGE, sem participação de terceiros.
Parecer foi sobre desistência e TSE julga pedido de Garotinho nesta quinta (07)
O parecer tinha como objetivo uma manifestação favorável da PGE à desistência de Garotinho no recurso contra a inelegibilidade. A inelegibilidade veio após condenação por improbidade administrativa.
A PGE explicou que usa o LibreOffice Writer, depois transforma a minuta em PDF para assinatura eletrônica e envio ao TSE. Segundo o órgão, os metadados do PDF podem reproduzir informações do arquivo editável.
O TSE vai julgar nesta quinta-feira (7) o pedido de desistência de Anthony Garotinho. A decisão pode mudar o resultado da eleição no estado, com possível vitória de Douglas Ruas (PL) no 1º turno. Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17%, com apuração como anulados sub judice.
Julgamento do TSE pode alterar cenário do 1º turno entre Ruas e Paes
Se os votos de Garotinho forem computados, Ruas fica com 49,27%, com 4.271.199 votos, e Eduardo Paes com 42,75%, com 3.706.984 votos, levando ao 2º turno.
Se os votos forem retirados da conta, Ruas chega a 50,88% e vence no 1º turno, e Paes fica com 44,16%.
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