O piloto indiano Smit Machchhar, esfaqueado no que as autoridades investigam como um ataque do copiloto em pleno voo rumo a Israel, disse que agiu mesmo ferido para proteger os passageiros. Ele falou nesta sexta-feira, 2, em ligação por vídeo com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante o atendimento no hospital.
Modi acompanha depoimento de Machchhar depois do ataque a bordo
As declarações de Machchhar foram dadas ao primeiro-ministro Narendra Modi.
Modi fez uma chamada de vídeo com o piloto do leito no hospital.
Porta destravada, luta no cockpit e voo Flydubai com 174 pessoas
Machchhar disse que caiu e seguia lutando pela própria vida, mas afirmou que não podia deixar “ninguém morrer”.
Segundo o relato, ele conseguiu destravar a porta da cabine mesmo gravemente ferido, permitindo que passageiros entrassem e imobilizassem o copiloto.
O voo da Flydubai saiu de Dubai com destino a Israel levando 174 pessoas e fez pouso de emergência na cidade saudita de Tabuk após o ataque ocorrer na quarta-feira, 30, cerca de duas horas e meia depois da decolagem.
Emirados abrem apuração e Netanyahu cita “doutrinação islâmica radical”
Os Emirados Árabes Unidos abriram uma apuração para checar se houve “atividade ou tentativa terrorista” e se existiu planejamento antes do episódio.
Na quinta-feira, 1º, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto teria passado por “doutrinação islâmica radical” e disse que ainda não há conclusões definitivas.
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