Promotores federais de Nova York formalizaram nesta quinta-feira, 8, uma nova acusação contra Nicolás Maduro e Cilia Flores por suposta conspiração para cometer tortura. A denúncia liga o casal a uma rede de repressão com violência contra opositores e americanos em prisões na Venezuela.
Nova denúncia detalha um sistema de repressão com tortura na Venezuela
O documento, de 30 páginas, descreve uma estrutura de prisões, interrogatórios e sessões de tortura sem supervisão judicial efetiva.
Segundo a Promotoria, a tortura não foi tratada como ação isolada de agentes, e sim como parte de uma política de repressão ligada ao alto escalão do governo venezuelano.
Acusação cita choques, espancamentos, asfixia simulada e casos de americanos detidos
Os promotores afirmam que Maduro teria ordenado pessoalmente abusos contra detentos, recebido informações sobre o tratamento em prisões e, em alguns casos, determinado o agravamento das torturas.
Cilia Flores é acusada de ordenar abusos e participar da supervisão do aparato de repressão. Entre os métodos citados estão choques elétricos, espancamentos, asfixia simulada e ameaças contra familiares.
A nova denúncia também menciona casos de americanos submetidos a violência física e psicológica, incluindo um preso em Caracas com choques elétricos e agressões. Outro americano teria sido informado por um agente venezuelano de que seguia vivo por causa de uma possível troca de prisioneiros com Washington.
Casal foi preso em 3 de janeiro e julgamento começa em 1º de junho de 2027
Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, foram capturados por forças americanas em Caracas em 3 de janeiro e levados a Nova York. Eles respondem no Brooklyn e se declararam inocentes.
Com a nova acusação, o número de acusações contra o casal passa de quatro para cinco. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, com o juiz federal Alvin Hellerstein.
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