França registrou uma nova jornada de protestos nacionais neste sábado, 24, com 70 mil policiais e fechamento de museus em Paris. A mobilização envolve estudantes e trabalhadores e mira o aumento do custo de vida, verbas na educação e defesa de serviços públicos.
Segurança reforçada e museus fechados com nova onda de protestos em Paris
Em Paris e em outras cidades, o governo francês montou um esquema de segurança com envio de 70 mil policiais. Em pontos de grande circulação, museus emblemáticos fecharam as portas e comerciantes cobriram vitrines para evitar violência e saques.
O movimento ganhou força depois de uma paralisação contra a falta de funcionários em uma escola a sudeste da capital. A partir daí, a pauta se ampliou e passou a reunir estudantes, centrais sindicais e ex-integrantes dos “Coletes Amarelos”.
Estudantes pedem 250 mil vagas, mudanças no Parcoursup e bolsas maiores; governo anuncia números
Entre as pautas estudantis estão a abertura de 250 mil vagas no ensino superior, o fim do sistema de seleção Parcoursup, o acréscimo de 200 euros mensais em bolsas de estudo e o congelamento de aluguéis em moradias universitárias públicas.
Trabalhadores e sindicatos cobram reajustes salariais e a garantia de aposentadorias. O Ministério do Interior informou 410 mil manifestantes no país, com 110 mil em Paris, enquanto a CGT estimou 800 mil pessoas no total, com 250 mil na capital.
Ministério do Interior altera trajeto em Paris e prevê multas de 135 euros
O Ministério do Interior mobilizou blindados, helicópteros e jatos de água para reduzir o risco de novos distúrbios. Em Paris, a Polícia alterou o trajeto do ato principal para a periferia sudeste, desviando a marcha do centro e estipulando multas de 135 euros para quem descumprisse proibições de acesso.
O Louvre, o Museu d’Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais não abriram no sábado. A Art Basel também cancelou as atividades de fim de semana.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.