A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a orientar aliados a saírem da defensiva na crise do STF e a cobrarem investigação de todos os ministros suspeitos no escândalo do Banco Master. A mudança foi comunicada pelo secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, enquanto o tema ganha força com desdobramentos envolvendo ministros.
Do aguardar para o cobrar: PT muda postura na crise do STF ligada ao Banco Master
No começo, a orientação da campanha foi manter distância do caso e aguardar o desenrolar do debate na Corte.
Com o assunto em alta e sem definição do plenário do STF sobre quem deve ser investigado, Valadares orientou porta-vozes e militantes a adotarem uma postura mais ativa.
Mensagem de Éden Valadares cita investigação de todo mundo e mira suspeitos no caso
Valadares afirmou que “Temos que ir na ofensiva, defender o que o presidente Lula defende: a investigação de todo mundo”.
O PT também criou diretrizes para evitar que a crise do Banco Master seja ligada ao PT por causa do antagonismo entre Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A campanha quer usar o mote “Votar em Flávio Bolsonaro é votar em Daniel Vorcaro” e cobrar uma investigação ampla de todos os suspeitos. Valadares citou ministros considerados alinhados com o bolsonarismo, como Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Lula reforça que ninguém fica fora da investigação e inclui defesa de reforma
Na mensagem à militância, Valadares disse que “ninguém pode ficar de fora da investigação” e que Lula quer apuração com rigor e transparência.
O secretário de Comunicação do PT também afirmou que Lula deve aproveitar o momento para defender uma reforma no Poder Judiciário.
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