O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira, 1º de outubro, que admite recorrer a “todos os tipos de armas” se Kaliningrado, exclave da Rússia no Mar Báltico, for ameaçada. Ele falou no Fórum Valdai e afirmou que a Rússia vai responder a agressões, sem intenção de atacar.
Putin fala em resposta a agressões e aponta risco de uso de armas de destruição em massa
Putin fez a declaração ao discursar no Fórum Valdai, evento em Moscou que reúne analistas internacionais ligados a assuntos russos.
O líder do Kremlin disse que a Rússia não planeja atacar ninguém, mas vai dar resposta a qualquer agressão. Ele também afirmou que ninguém consegue garantir que armas de destruição em massa jamais serão usadas.
Ameaça russa a Otan cita “armas nucleares” e menciona possível ataque a centros de decisão
Na véspera, a Rússia já tinha advertido a Organização do Tratado do Atlântico norte (Otan) sobre o uso de armas nucleares caso a aliança tentasse isolar Kaliningrado. A advertência apareceu em um documento diplomático enviado à Otan e divulgada por uma reportagem da agência Reuters, com base em informações de quarta-feira 30.
No texto, Moscou acusa a Otan de seguir um “caminho perigoso e imprudente” e diz que isso aumenta o risco de um conflito armado direto. A mensagem também menciona a possibilidade de ataques russos contra centros de decisão de países-membros desde o início de um confronto.
Segundo a Reuters, o documento diz que a Rússia estará pronta para usar todo o arsenal de forças e capacidades, incluindo armas nucleares. A declaração condiciona o uso desse arsenal a uma tentativa de países da Otan de “isolar” a região de Kaliningrado do restante do território russo.
Otan diz que resposta reforça caráter defensivo e pede fim da guerra na Ucrânia
A Otan confirmou que recebeu o documento, mas não divulgou o conteúdo. A porta-voz Allison Hart afirmou que a aliança enviou uma resposta dizendo que suas atividades e exercícios não representam ameaça ao território russo.
Hart declarou que a Otan condena a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável. Ela também pediu que Moscou encerre a guerra na Ucrânia.
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