A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva mudou o cenário da disputa para as presidências da Câmara e do Senado e dificulta a ação da direita bolsonarista no comando do Congresso. A avaliação foi feita por José Benedito da Silva, no programa Ponto de Vista.
Vitória de Lula puxa negociações e reduz espaço para a direita no Congresso
José Benedito disse que a aproximação do Centrão com o governo tende a favorecer as articulações de Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Segundo ele, o PL precisa transformar sua força eleitoral em alianças para garantir maioria, já que eleger apenas as maiores bancadas não resolve a disputa pelos comandos das duas Casas.
PL pode ficar sem presidir Câmara e Senado mesmo com bancada grande
No programa, José Benedito afirmou que o PL terá 28 senadores, mas vai precisar de 41 votos para eleger o presidente do Senado.
Ele citou movimentos de Tereza Cristina e Rogério Marinho para disputar o comando do Senado. O editor também relacionou a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos com a dificuldade de articulação do grupo.
Na análise do programa, o resultado presidencial favorece partidos do Centrão a negociar espaço, recursos e influência com o governo. José Benedito também disse que vê a recondução de Hugo Motta como bem encaminhada e apontou a força de quase 200 deputados do Centrão.
Articulação até fevereiro e negociações para a eleição interna
José Benedito avaliou que Alcolumbre pode usar o período no comando do Senado até a eleição de fevereiro para negociar pautas e atrair apoios.
Ele disse ainda que, mesmo sem conquistar a presidência, o PL deve ter peso nas votações e na definição da agenda. Para ele, a disputa vai depender da capacidade de construir alianças até fevereiro.
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