Mais de 200 funcionários foram demitidos da Refit desde junho e parte deles acusa a empresa de não pagar as verbas rescisórias. Ex-funcionários também dizem que não conseguiram acessar o seguro-desemprego e seguem aguardando o saque do FGTS.
Demissões desde junho e a cobrança de FGTS e verbas rescisórias
A advogada Larissa Silva dos Santos disse que muitos demitidos tinham financiamento de carros e de imóveis. Ela afirmou que os trabalhadores não tiveram direito às verbas rescisórias, ao saque do FGTS e não conseguiram acessar o seguro-desemprego.
Larissa citou as demissões como parte do impacto do que ela descreveu como falta de pagamento após as dispensas. O caso envolve ex-funcionários que ainda aguardam os valores que citam como devidos.
SindTanque entra na Justiça e valor pedido chega a R$ 6 milhões
O advogado da SindTanque, André Vasserstein, afirmou que o sindicato entrou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de R$ 6 milhões. Ele disse à emissora que outros ex-funcionários pretendem entrar na mesma ação de forma conjunta.
Com isso, a previsão citada é de que o valor pode chegar à R$ 10 milhões.
Receita classificou como “devedora contumaz” e ANP revogou autorização em agosto
A Receita Federal classificou a Refit como “devedora contumaz”. O texto original também traz que a classificação indica que a empresa se beneficia da própria inadimplência para seguir fazendo caixa.
No dia 7 de agosto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
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