Reino Unido pede à Interpol rejeição de prisões ligadas ao petróleo nas Malvinas

O Reino Unido pediu à Interpol que rejeite pedidos de prisão ligados à exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas. O pedido foi enviado à sede da Interpol, em Lyon, após a Argentina recorrer a medidas internacionais para travar as atividades na região.

Disputa nas Malvinas ganha força com exploração de petróleo e ações internacionais

A iniciativa acontece com o aumento da briga entre Reino Unido e Argentina por recursos naturais nas Malvinas.

O projeto petrolífero britânico Leão Marinho, na Bacia Norte das Malvinas, fica no Atlântico Sul e pode triplicar o Produto Interno Bruto (PIB) das ilhas, segundo o texto.

Pedido à Interpol cita alerta vermelho e mira atuação política de Buenos Aires

O Reino Unido afirmou que solicitações de alertas vermelhos podem ter motivação política.

A Argentina pediu ao Tribunal Internacional do Direito do Mar medidas provisórias para suspender a exploração autorizada pelo Reino Unido. O governo argentino tomou a medida depois de Milei dar a Londres, em 28 de setembro, um prazo de duas semanas para interromper o projeto, com prazo que venceu na segunda-feira, 12.

Segundo o The Guardian, o governo britânico teme que Milei use mecanismos internacionais de cooperação policial para pressionar profissionais e empresas envolvidas no empreendimento. A carta enviada à Interpol pede cautela na análise dos pedidos.

O que é o alerta vermelho e como a decisão fica com cada país

Alertas vermelhos da Interpol são pedidos para localizar pessoas procuradas e pedir prisão provisória enquanto se espera uma possível extradição.

A Interpol diz que respeita a própria regra do artigo 3º da Constituição, que impede participação em atividades de caráter político, militar, religioso ou racial. A emissão do alerta não obriga a prisão: cada país-membro decide se atende ao pedido.

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