Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, vai ficar fora da lista do último debate da TV Globo antes do primeiro turno. A Justiça Eleitoral negou o pedido do partido para incluir o nome no encontro, e o caso seguiu para o STF.
Missão não atinge a regra de representação mínima no Congresso
A exclusão aconteceu porque o partido não chega à representação mínima no Congresso exigida para garantir presença no debate. A emissora usa esse critério para definir quem precisa estar no encontro.
O Missão foi criado depois das eleições de 2022. O partido tem apenas um deputado federal, Kim Kataguiri, e por isso não entra no grupo que tem presença assegurada.
Pedido negado por Kássio Nunes Marques e debate marcado para 1º de outubro
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, rejeitou a tentativa de reverter a exclusão na noite de quarta-feira, 30. O debate está marcado para as 21h30 desta quinta, 1º de outubro.
A lista de participantes inclui Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas informou que não vai comparecer.
O TSE também rejeitou a ideia de que o desempenho em pesquisas mudaria a obrigação de convite. O Missão levou o caso ao STF, com distribuição para a ministra Cármen Lúcia, pedindo uma liminar para obrigar a Globo a incluir Renan em igualdade de condições.
STF analisa pedido de liminar para mudar a inclusão no debate
O partido apresentou ao STF uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. A ação pede a liminar para colocar Renan no debate.
O Missão diz que a exclusão fere princípios como igualdade, soberania popular e igualdade entre partidos. O caso segue em análise judicial.
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