Renda cresce, mas brasileiros seguem com custo de vida mais alto, dizem especialistas

A renda no Brasil subiu, mas não acompanhou o custo de vida, segundo especialistas citados na 4ª Conferência Anual do Banco Central.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que se preocupa com como as pessoas percebem a inflação no dia a dia.

BC alerta para a diferença entre inflação medida e sensação no cotidiano

Rodrigo Simões, diretor da Faculdade de Comércio de São Paulo (FAC-SP), ligou a falta de ganho de renda a fatores como baixa qualificação da mão de obra, baixa produtividade e uma economia ainda relativamente fechada.

Para ele, isso afeta a capacidade de a população manter o padrão de vida quando os preços sobem.

O que especialistas apontam sobre preços, consumo e índices como IPCA e INPC

Heron do Carmo, professor sênior da FEA da Universidade de São Paulo (USP), disse que as pessoas não sentem a inflação no conjunto, mas pelos preços dos itens mais presentes no dia a dia.

Ele citou supermercados, farmácias e padarias como lugares que atendem públicos diferentes, com a sensação influenciada pelos itens mais frequentes no carrinho.

Alexandre Maluf, da XP Investimentos, afirmou que a percepção piorou depois da pandemia e disse que as pessoas comparam o quanto gastavam antes para comprar a mesma quantidade e o que precisam pagar hoje.

Galípolo cita quedas e altas: BC de 12,13% a 4,39% e IPCA em 42,78% desde 2020

Na quarta-feira, 13, na 4ª Conferência Anual do Banco Central, Gabriel Galípolo disse que choques recentes, como pandemia, guerra na Ucrânia, guerra tarifária dos EUA e alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio, podem fazer o nível de preços acumulado ameaçar a credibilidade do BC para a população.

Ele citou que a inflação caiu de 12,13% (abril/2022) para 4,39% (abril/2026), mas o IPCA acumula alta de 42,78% desde janeiro de 2020, enquanto os alimentos no domicílio subiram 64,35%.

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