Ricardo Couto manda extinguir 1.050 cargos em comissão criados por Cláudio Castro no RJ

O governador em exercício Ricardo Couto publicou um decreto no Diário Oficial desta terça-feira (16) extinguindo 1.050 cargos em comissão. As vagas estavam desocupadas e tinham salários descritos como irrisórios, dentro da estrutura do estado.

Decreto mira cargos em comissão desocupados na estrutura do estado

O decreto extingue cargos distribuídos por diferentes órgãos e entidades da administração estadual.

A medida não representa exoneração de servidores nem de ocupantes de cargos que já estavam preenchidos. O objetivo é retirar da estrutura posições sem uso e evitar que elas sigam disponíveis para nomeações futuras.

“Milagre da multiplicação de cargos” criou vagas dividindo um posto em dezenas

Segundo o texto, todos os 1.050 cargos foram criados pelo artifício usado no governo Cláudio Castro (PL). A ideia dividia um só posto de trabalho em até dezenas de novas vagas.

O governo Castro dizia que a manobra não aumentaria custos. O texto afirma que os salários resultantes do desmembramento eram simbólicos e que a divisão permitiria vincular novos ocupantes à estrutura administrativa, com gratificações após as nomeações.

A maior concentração de cargos fica na Secretaria da Casa Civil, com 369 cargos. A Secretaria de Governo aparece em seguida, com 77.

Extinção não atinge quem já ocupa cargo; foco fica em posições futuras

O decreto de Couto extingue cargos em comissão que estavam desocupados. O texto reforça que não ocorre exoneração de servidores ou ocupantes de cargos atualmente preenchidos.

O ponto central da mudança é impedir novas nomeações a partir dessas vagas já extintas.

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