Roteiro de Machado de Assis une casal português e vira projeto no Rio durante a pandemia

Durante a pandemia da Covid-19, um casal português se apaixonou por Machado de Assis e levou a lua de mel ao Rio com um roteiro literário. A história ganhou força e virou proposta de projeto para marcar locais ligados ao escritor na cidade.

Da Covid-19 ao Rio: roteiro literário vira ponto de encontro de uma história de amor

O casal Rui Carvalho e Sofia Vicente passou parte do tempo isolado com a literatura e entrou em um clube. Eles descobriram que tinham ligação com Machado de Assis e, depois, passaram a se apaixonar um pelo outro.

Após o casamento, os dois procuraram a guia Juliana Fiúza para comemorar a lua de mel de um jeito diferente. Juliana trabalha com rotas turísticas literárias no Rio e diz que o roteiro de Machado de Assis é o mais concorrido.

Juliana Fiúza, Nireu Cavalcanti e eventos na agenda para “Cidade Machadiana”

Juliana decidiu se especializar em rotas turísticas literárias no Rio e há dez anos concluiu o curso. Segundo ela, foi graças a Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, que a história dela se ligou ao casal.

O arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti quer transformar o Rio em uma “Cidade Machadiana”. Ele vai apresentar ideias em dois eventos: no próximo terça-feira (11), às 9h, no Circuito Machadiano – Bem Jurídico Imaterial, na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e no dia 25, no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro.

O projeto prevê intervenções em dez locais, sendo nove antigos moradias de Machado de Assis, e a décima intervenção em um prédio que hoje pertence à Assembleia Legislativa do Rio. A proposta cita que demolição é a solução apresentada e que as ideias também tratam de registrar as moradias com restauração e função social, cultural, histórica, turística e de revitalizar o entorno.

O que muda com as propostas: discussões e impacto em pontos como a Praça Quinze

Nireu Cavalcanti defende o roteiro e o livro “Machado de Assis – Caminhos de suas moradias no Rio de Janeiro” aparece na matéria como base da proposta. Ele diz que quer levar a ideia para diferentes setores, incluindo poder público e entidades da sociedade civil.

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Sydnei Menezes, afirma que quer apoio e encaminhamento institucional junto à prefeitura para valorizar espaços culturais, arquitetônicos e históricos. Na proposta, a Praça Quinze também aparece como área que ele quer ver com mais vida.

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